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6ª Semana ambiental de Embu ecoa o respeito ao meio ambiente

Secretaria:
Meio Ambiente
Maria Regina Teixeira
06/06/2007 00:00

A natureza nos ensina que a felicidade está nas coisas simples da vida. E o equilíbrio ambiental – tão difícil em tempos de produção e consumo desenfreados – pode nascer de pequenas atitudes individualizadas que, como sementes, germinam e se expandem em ações coletivas, de toda a sociedade. Talvez estas tenham sido algumas das principais lições plantadas na 6ª Semana do Meio Ambiente de Embu e Região.

Uma atividade econômica que vive da terra é a que mais prejudica o equilíbrio ambiental, e o plantio de uma só cultura é igualmente nocivo. Segundo o professor Manoel Baltasar Costa, da Universidade Federal de São Carlos, a agricultura é o setor que mais provoca impacto no meio ambiente e o erro da agricultura moderna é a monocultura. “Temos que pensar a biodiversidade porque a monocultura atrai mais pragas e doenças”, advertiu o pesquisador durante sua palestra sobre Agricultura Orgânica. A atividade abriu o evento no sábado e mesmo a chuva e o frio, “abençoados”, como disse o secretário de Meio Ambiente João Ramos, não afastaram o público de manhã.

A participação de pessoas interessadas nas questões ambientais, muitas delas educadores, foi elogiada pelo prefeito de Embu Prefeito. “Fico contente com a presença maciça dos professores porque vocês são fundamentais para disseminar e sustentar projetos como estes [de educação ambiental]”, disse. “A parceria com a educação”, foi citada por João Ramos como estratégia fundamental adotada em Embu para que o desenvolvimento seja alcançado com sustentabilidade ecossocial.

Perdido, o equilíbrio ambiental precisa ser recuperado. E como tudo no meio ambiente se interliga, especialistas mostraram alternativas que reatam os elos rompidos. O arquiteto Francisco Lima, explicou que a bioarquitetura, ou “arquitetura da vida” utiliza por exemplo bambu no lugar de madeira e terra ao invés do cimento, altamente destruídor do meio ambiente. Novas alternativas de energia (tais como a eólica – dos ventos – e o biocombustível) devem ser associadas à reforma da plataforma hidroelétrica brasileira, defende o professor Célio Bermann (IEE-USP). Segundo ele, o Brasil, que retira dos rios 75% da energia que consome, precisa rever o seu modelo de desenvolvimento. “Se nada for feito, teremos uma evolução negativa, com perdas irremediáveis aos nossos filhos e netos que não verão o nosso planeta como nós e nossos antepassados tivemos”. Já para o professor Pedro Jacobi (Teia-USP), além do desenvolvimento econômico, a sustentabilidade ecossocial faz com que “o resultado econômico possa ser distribuído com eqüidade e também com a proteção dos recursos naturais”. 

Pôr a mão na terra (uma terapia) e plantar sementes livres de agrotóxicos parecem prazeres exclusivos de quem vive no campo. Ledo engano, mostraram os coordenadores da oficina Vivência em Agricultura Ecológica e Urbana, Bruno Cavalcanti (projeto Bacias Irmãs), Pedro Corrêa e André Luiz Gomes, (do Eparreh USP – Estudos e Práticas em Agricultura e Reencantamento Humano). Os participantes viram como num simples cano plástico fincado num balde é possível plantar e cultivar legumes e hortaliças em pequenos cantos da casa ou apartamento, respeitar o equilíbrio ambiental e ter uma vida mais saudável.

O evento apoiado por diversas empresas e instituições da sociedade civil terminou nesta terça-feira, Dia Internacional do Meio Ambiente, atraindo pessoas de fato atentas e preocupadas com o Meio Ambiente. O poder conscientizador do hip hop dos grupos embuenses Zumaluma e Diagnóstico e a magia da Dança do Dragão D’Água evocando a força e o respeito à natureza foram atrações que deram um tom diferenciado à semana ambiental. Sob o prisma da arte circense, o meio ambiente foi apresentado nas Folias de Picadeiro do Palhaço Pirulitus. Materiais do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), feira de produtos orgânicos, oficinas e exposição incrementaram ainda mais as atividades.

Participaram ainda: Prefeito, chefe de Gabinete; os secretários Jorge Harada (Saúde) e Helton Rodrigues (Obras), a secretária Selma Fernandes (Cidadania) e Luzia Souza, secretária adjunta representando a Secretaria de Educação; Ná (Maria Cleuza Gomes), presidente do Fundo Social de Solidariedade; Leandro Dolenc, presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu; os vereadores Maria das Graças, Prof. Silvino, Manoel Raymundo, Clidão do Táxi; Isabel Franco, coordenadora da Agenda 21 Escolar; deputado estadual Marcos Martins (PT) e  Felipe Moreira, presidente da OAB de Embu.



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