"É provável que a maior parte da população não conheça essa data comemorativa e de luta, e uma possível resposta para isso é a total exclusão à qual estão submetidas/os as/os travestis e transexuais em todo o País”, afirma Roberta Santos, Secretária de Assistência Social, Trabalho e Qualificação Profissional, cuja pasta agrega o Conselho Municipal de Políticas para a Juventude, que garante a participação de jovem representante do movimento LGBT – Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti e Transexual.
Também ligado à Assistência, o Centro de Referência da Juventude de Embu das Artes desenvolve o Projeto Um Beijo Pela Diversidade que trata da conscientização do estágio de vida, condição socioeconômica, realidade social e familiar, orientação sexual, gênero, raça, etnia, entre outros.
Embu das Artes também tem a Portaria 251/13 que assegura aos servidores públicos o uso do nome social adotado por travestis e transexuais e a Lei Municipal 2506/2010 que institui o dia 17 de maio o Dia Municipal Contra a Homofobia.
E a cidade participará da II Conferência Regional LGBT, prevista para ser realizada em Osasco, dia 28/02 deste ano, representada pelo Poder Público e Sociedade Civil.
“O retrato da marginalidade dessa população é igual de Norte a Sul do País. A violência que vivenciam se repete de forma sistemática, seja pela exclusão no mercado de trabalho, ou pelas humilhações no ambiente escolar, ou ainda a total rejeição social a que são inferidas, violações que terminam muitas vezes em assassinatos”, explica a gestora.
De acordo com Roberta Santos, na maior parte do país não há política pública voltada a essa população. Poucos entendem se tratar de uma questão de gênero e que essa discriminação é baseada no machismo que condena o masculino que 'quer ser' feminino, ou vice-versa.
Resultado disso é que, segundo pesquisas, dentro dos segmentos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), os que mais sofrem violência são os segmentos de travestis e transexuais. “Continuamos na busca incessante pelo combate à discriminação contra travestis e transexuais e na busca do reconhecimento e respeito à identidade de gênero dessa população”, acrescenta.
Roberta Santos faz um apelo: “Aproveitamos essa data para fazer um apelo a todos gestores e gestoras de políticas de direitos humanos, segurança pública, justiça, cidadania, assistência social, educação, trabalho, emprego e todas políticas sociais no Brasil: se atentem com olhar mais sensível ao combate da exclusão e discriminação sofrida por travestis e transexuais".