Prefeitura e sociedade discutem medidas para jovens infratores

27/09/2007 - 0:00
Prefeitura e sociedade discutem medidas para jovens infratores
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Com o objetivo de aproximar os jovens infratores das famílias, no dia 21 de setembro, no Auditório da Prefeitura, o governo municipal realizou uma reunião para discutir junto com a população a construção de uma unidade de internação da Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente). O encontrou contou com cerca de 100 pessoas, incluindo importantes representantes da sociedade: Conselho Municipal do Direitos do Idoso, Conselho Municipal de Assistência Social, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho Municipal de Segurança Alimentar, Conselho Municipal Antidrogas, Conselho Municipal de Educação, além do Centro de Referência da Juventude, Centro de Referência da Mulher, Centro de Referencia do Idoso, Associação Três AAA, Conselho Tutelar e Orçamento Participativo. O prefeito Prefeito e as secretárias Selma Fernandes (Cidadania e Assistência Social) e Rosimary Matos (Educação, Cultura, Esporte e Lazer) também participaram das discussões, junto com o vice-presidente e a especialista em Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo da Fundação Casa, Mansueto Lunardi e Edna Souza.

A coordenadora do Centro de Referência da Criança e do Adolescente, Alice Soares Lima, apresentou um histórico da população jovem do município. Segundo dados da Fundação Seade de 2006, a população de Embu é de 238.891 habitantes, sendo 41.371 pessoas de 13 a 21 anos. Atualmente, 74 jovens estão em liberdade assistida; cerca de 100 prestam serviços na comunidade e 37 estão internados por questões diversas.

Para o prefeito Prefeito, a sociedade tem que entender que o município tem a obrigação de cuidar dos seus jovens infratores. “E a melhor forma é a inserção social através da educação e de oportunidade de trabalho”, declarou.  Conforme consta no artigo 124 do Estatuto da Criança e do Adolescente, o atendimento dos jovens deve ser feito no município onde mora, região ou estado. “O ideal é que o adolescente em conflito com a lei cumpra a medida perto da família e seja trabalhado dentro do contexto social em que vive”, relatou Mansueto que também explicou e esclareceu dúvidas sobre como funciona a unidade de internação. O público presente aprovou a iniciativa e as discussões devem continuar.

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