6 Décadas depois, Declaração dos Direitos Humanos carece de prática

12/12/2008 - 0:00
6 Décadas depois, Declaração dos  Direitos Humanos carece de prática
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Dez de dezembro de 1948. Depois da Segunda Guerra Mundial, os países membros da ONU assinam a Declaração Universal dos Direitos Humanos. “Após sessenta anos do texto escrito, proclamado e divulgado, continuamos discutindo, prorrogando ou adiando a prática dos termos da Declaração, cuja essência é o respeito por si e pelos outros”, afirmou Rosimary Mendes de Matos, secretária de Educação de Embu, ao abrir a Semana dos Direitos Humanos na noite do dia 10, no auditório da Prefeitura. Na abertura do evento, os jovens músicos Lucas Menezes da Silva e Jonathan Ventura interpretaram músicas de Celine Dion e Simone ao som de trompete e trombone.

A professora Lúcia Maria de Queiroz Ferreira, membro do Comitê Paulista de Educação em Direitos Humanos, evocou os princípios básicos do documento, destacando a liberdade e que todas as pessoas são iguais em dignidade e direitos. Porém, “a violência é a negação de todos os direitos fundamentais da humanidade”, alertou.

Duas advogadas militantes dos direitos humanos trataram de importantes aspectos do tema em suas palestras. Valdênia Paulino, representante da Comissão de Paz e Direitos Humanos da cidade de São Paulo, tirou os sapatos para, segundo ela, sentir o chão de Embu e em demonstração de respeito às pessoas que a recebiam na casa delas.  “Existem pessoas em situação de pobreza e não pessoas pobres. É preciso que todos estejamos atentos à violação dos direitos humanos, fazendo um esforço para conhecer, participar e reivindicar. A sociedade tem mais força do que parece”, destacou Valdênia. Sandra Batalha, do Núcleo de Defesa e Convivência da Mulher – Casa Sofia – da Sociedade Santos Mártires, localizada no Jardim Ângela, capital, detalhou a Lei Maria da Penha. Segundo a advogada, a lei instituída em 2006 inova por tipificar e definir a violência doméstica como crime. Para se ter uma idéia da ocorrência desses casos, a Casa Sofia atende em média 1.500 mulheres ao mês.

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