O uso de toucas especiais, uniformes, a forma de lavar as mãos e outros cuidados fazem parte das exigências para o trato da merenda escolar. Diante disso, a equipe do Núcleo de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação de Embu ofereceu treinamento para 40 auxiliares de merenda contratados pelo concurso público. O coordenador do Núcleo, Cristiano Donizetti Mendes, reuniu os novos funcionários na manhã de sexta, 20/05, no salão do Museu Jesuíta de Arte Sacra, onde receberam instruções sobre a rotina da cozinha escolar.
O treinamento é função das nutricionistas do Núcleo. Vanessa Ângelo Garcia apresentou as orientações gerais sobre o trabalho e, na sequência, Tânia Cristina Calsa Venditti falou da importância da higiene pessoal e da higienização de equipamentos e utensílios para evitar contaminações e intoxicações alimentares. “O objetivo do treinamento é garantir a qualidade dos alimentos servidos às crianças, dando atenção a todas as etapas do processo da merenda”, disse Vanessa.
Após um intervalo para café da manhã e integração do grupo, foi a vez de Rumi Hatano mostrar em detalhes os cuidados na manipulação e preparo dos alimentos, com regras de conservação, descongelamento e armazenagem, específicas para o trabalho nas escolas, e explicou sobre as maneiras de lidar com alimentos perecíveis e não perecíveis.
Os novos auxiliares serão distribuídos pelas 100 escolas atendidas pelo Núcleo, nas unidades estaduais e municipais, completando a demanda. As técnicas alertaram que as cozinhas são inspecionadas periodicamente e que, caso se verifique o descumprimento das determinações, os funcionários recebem advertências e suspensões, conforme a gravidade da falta.
Formado por uma maioria de mulheres, o grupo inclui três homens dispostos a participar do território tipicamente feminino. “Gosto do ofício e acho importante trabalhar para as crianças”, afirmou Riccieri Neves Gonçalves, de 31 anos e pai de um filho. Ele relatou que já conhece um pouco do trabalho, pois sua esposa também é merendeira. Já Ângela Aparecida Teotônio, de 37 anos, contou que o treinamento é bom para aprimorar o conhecimento sobre a cozinha escolar, onde o serviço é diferente do que se faz em casa.