Na noite de 13 de janeiro cerca de 60 moradores do Jardim Santa Rita se reuniram com o prefeito Prefeito, o presidente da Câmara Municipal Silvino Bonfim e os vereadores José Carlos Proença e Ná, além dos secretários de transporte e obras da prefeitura. No encontro foi apresentado o plano de obras de asfaltamento da Antonio Mori. Orçada em R$ 900.000,00, a obra, que inclui drenagem, guias e sarjetas, começou nesta semana.
A reunião teria lugar no salão paroquial, mas foi realizada a céu aberto no terreno da Capela da Rua dos Comerciários, devido ao grande número de participantes. Milton Oliveira de Jesus, secretário de Obras, elogiou a participação inesperada. “É bom, é prova de que o povo daqui quer participar”, disse o secretário, que também informou que as guias e sarjetas estão sendo colocadas desde o dia 12 de janeiro. Aderina Maria de Souza, que mora há 37 anos na região, declarou: “Aqui não tem uma creche, lazer, trabalho. As mães, para trabalhar em São Paulo, tem de levar suas crianças para creches no centro do Embu”.
A pavimentação, que responde a uma antiga demanda da comunidade, irá do acesso do Rodoanel até as proximidades da rua Abílio. As áreas de maior circulação, entre elas a escola estadual Aparecida Ferreira Dourado de Carvalho, terão asfalto, e haverá calçamento ao menos até a escola. O asfaltamento de toda a extensão da rua terá de aguardar recursos suplementares.
A população fez ainda algumas reivindicações. Edinalva, moradora da rua Napoleão, pediu o asfaltamento da via, e informou que a região fica intransitável quando chove. Houve pedidos pela construção de conjunto habitacional para a comunidade que ocupa um terreno na altura do número 17 da Antonio Mori. Bento, liderança local, reclama da favela, que vem aumentando: “A prefeitura não pode permitir isso. É para deixar tudo cadastrado, se não quando tiver que tirar alguém fica todo mundo jogado na rua, e não dá para fazer casa para todo mundo”. A Pró-habitação cuida do cadastramento dos moradores interessados em participar dos programas habitacionais do município.
Transporte
O transporte foi outro tema bastante discutido. O secretário de transportes informou que o ponto de ônibus intermunicipal, que foi mudado recentemente, ficando mais longe da comunidade, voltará para a frente da Antonio Mori com o término das obras do expansão do Rodoanel, previsto para abril, e ganhará acesso para deficientes. Também se firmou o compromisso de que a lotação que serve a rua subirá até a região do n° 17. As condições de transporte da EMTU foram duramente debatidas, e o vereador Silvino comprometeu o órgão a auxiliar na mobilização para cobrança junto à EMTU, gerida pelo governo estadual.
As reclamações foram ouvidas e respondidas pelo prefeito, que afirmou: “Nós gostamos que as pessoas falem o que pensam. É ouvindo a população que vamos corrigir erros e ver o que é prioridade. Não daria para se falar somente do asfalto da Antonio Mori, mas também das ruas Mabília e Napoleão, da creche, do esgoto, da água, da luz e da segurança”, e completou, chamando à participação contínua: “Mas não adianta falar somente no dia da reunião. Tem de participar continuamente”. Prefeito falou ainda dos esforços para angariar recursos para esta obra, vindos desde a gestão municipal anterior.
Obras futuras
O prefeito anunciou que a região terá melhora no atendimento à saúde com a construção de postos na proximidade, no Jardim Mimás e Santa Luzia, desafogando o atendimento na UBS Centro. O atendimento emergencial também terá melhoras com o Pronto Socorro do Santo Eduardo, cujas obras começam este ano, que dividirá o atendimento em Embu com o PS Central, que terá melhores condições de atender a população.
A região também receberá asfalto na rua Napoleão, com início previsto em fevereiro. Também em fevereiro começa a funcionar uma creche da prefeitura, em local alugado, na própria Antonio Mori.
Discutida na reunião, a construção de conjunto habitacional para os moradores da região depende, inicialmente, da negociação do terreno onde se encontra a comunidade, que é disputado na justiça por particulares, dispostos a vendê-lo à prefeitura. O prefeito pede a instituição de uma comissão de moradores para acompanhar os trâmites e ajudar na fiscalização da área, que será feita continuamente pela prefeitura, para evitar a vinda de mais pessoas, “ou não dá para abrir rua e fazer as obras”, disse Prefeito.