Atleta Conceição Geremias visita Embu das Artes

05/07/2010 - 0:00
Atleta Conceição Geremias visita Embu das Artes
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Embu das Artes recebeu, em 5/7, uma visita ilustre: a atleta Conceição Aparecida Geremias, com sete títulos mundiais na categoria máster, participante de três Olimpíadas (80, 84, 88), dois Pan-Americanos, sendo medalhista de ouro no Pan de Caracas em 83, e que hoje, além de participação nos eventos do calendário Máster – ela é pentacampeã mundial máster – de competições amistosas e oficiais realizadas anualmente e no Campeonato Mundial de 2011, em julho, na Califórnia, EUA, promovido a cada dois anos, é coordenadora do projeto de Atletismo da Fundação Vale, em Campinas. 

No encontro com o secretário de Esporte e Lazer, Humberto Panzetti, Conceição foi informada sobre os projetos realizados em Embu das Artes e falou da importância do investimento. Com uma carreira iniciada nos anos 1970 e por 26 anos detentora do recorde brasileiro no atletismo, a atleta diz que o projeto de iniciação no esporte que desenvolve em Campinas é uma forma de contribuir para o surgimento de outros talentos: “Quero passar para a frente a experiência que obtive nesses anos todos”. Para ela, os programas que investem na formação do atleta ainda são poucos, mas esse deve ser o caminho. “Para conseguir a bolsa o atleta tem de ter alguns títulos, quando deveria ter o incentivo desde o início da sua formação, já que, por exemplo, o atletismo exige oito anos de formação, embora eu tenha começado a competir com seis anos de treinamento”, diz.

Sem o incentivo, até  a saúde do atleta fica comprometida em uma geração em que a alimentação está longe de ser a melhor. “Eu sou da roça, me beneficiei da horta caseira, do leite natural. Plantávamos tudo, sem agrotóxico”. Segundo ela, hoje crianças comem sanduíches em vez de comida e refrigerantes no lugar do suco, além de como ingerir os agrotóxicos presentes na vida moderna. Mas nem tudo piorou. Conceição reconhece a importância da criação do Ministério de Esportes e dos programas desenvolvidos pelo governo nesse setor. 

Outro ponto positivo é  a entrada da terceira idade em diversos programas. “Vi na Índia e no México pessoas com mais de 90 anos praticando esportes e o Brasil começa a despertar para isso.” Na sua opinião, as prefeituras deveriam encaminhar profissionais para orientação médica, esportiva, de alimentação aos locais onde a população escolhe para fazer caminhadas e com o objetivo de atender a todas as categorias. Nesse caso,  com orientação, por exemplo,  para cardíacos, diabéticos, obesos e idosos. 

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