Coletiva do Prefeito Prefeito – 100 dias de governo

16/04/2009 - 0:00
Coletiva do Prefeito Prefeito - 100 dias de governo
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 Na terça-feira, dia 14 de abril, o prefeito de Embu, Prefeito, concedeu a primeira entrevista coletiva de seu mandato. No gabinete, durante quase duas horas, ele falou aos jornalistas sobre os primeiros cem dias de seu governo.  

Prefeito – Boa noite a todos vocês. Quero agradecer a presença da imprensa da nossa região, a região Sudoeste. Primeiro, quero confessar que esse negócio de 100 dias de governo, ele é muito cruel. Pra se fazer um balanço de 100 dias não é tão fácil assim. Eu gostaria de fazer alguma consideração, mas qual é o balanço que eu faço? O balanço é que nesses 100 dias, nós criamos a estrutura para os avanços que nós precisamos dar no atual mandato. Vocês acompanharam a reforma administrativa que nós fizemos logo no início do ano, criando a Secretaria de Desenvolvimento, a Secretaria de Cultura, a Secretaria de Esporte, a Secretaria de Participação Cidadã desmembrando a Secretaria de Assistência Social e durante esses três meses e 10 dias nós criamos a estrutura administrativa dessas secretarias. Porque uma coisa é o departamento de esporte, outra coisa é Secretaria de Esportes. Pra vocês terem uma idéia, nós realizamos vários concursos, particularmente no mandato anterior, 2007, 2008. E nós chamamos, no início do ano, 186 profissionais concursados para montar a estrutura dessas novas secretarias. E isso eu considero algo extremamente importante e por quê? Porque são pessoas concursadas. E o que isso implica? Implica que nós estamos criando estrutura profissional pra essas secretarias. E por que é importante criar estrutura profissional para as secretarias? Porque independentemente dos governantes,daqui pra frente, ta certo, a partir de 2012 pra frente, você cria uma cultura institucional. Então, uma vez montada uma Secretaria de Esportes com estrutura, com programas bem definidos, dificilmente um próximo governo irá destruir, mesmo que tenha essa intenção, destruir completamente um trabalho como esse. Então o primeiro balanço que eu faço é esse: nós criamos as condições, ou seja, a estrutura necessária pra que essas secretarias possam tocar o nosso programa de governo. Eu quero dar um exemplo pra vocês, com a criação da Secretaria de Esportes, no período de seis meses, de janeiro até junho, julho deste ano, nós vamos atender a mais 11 mil pessoas na Secretaria de Esportes, no programa 2° Tempo – que nós estamos trazendo, já estamos trazendo quatro turmas pra nossa cidade – e o PELC, que é o Programa de Esporte e Lazer da Cidade, também em parceria com o Governo Federal. Só esses dois programas são 1.800 crianças e adolescente. O programa 2° Tempo são 4 núcleos, 200 crianças em cada núcleo e o PELC que são 800 crianças e adolescente com 12 modalidades esportivas diferentes. E, em maio, vamos abrir inscrições, no dia 30 de maio, em 16 pólos diferentes da cidade, para 24 modalidades esportivas diferenciadas. Só com esse programa de recreação e iniciação desportiva de Embu, que esse será o nome oficial do programa, nós vamos atender, a partir de junho, 9.300 crianças e adolescentes. Isso seria possível sem criar uma Secretaria de Esportes? Dificilmente. Primeiro porque quando você tem uma Secretaria de Esporte, por exemplo, você consegue captar recurso com um pouco mais de facilidade. Entre mandar recurso pra uma cidade que tem um departamento e mandar um recurso pra uma cidade que tem uma secretaria, tanto a Secretaria Estadual, como o Ministério vão escolher a cidade que tem a secretaria. Então, durante os oito anos anteriores nós criamos condições pra que no inicio desse terceiro mandato a gente criasse, por exemplo, essa secretaria. Outro exemplo: a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, ela tem por objetivo a centralização da elaboração e de toda a documentação e a burocracia dos projetos e convênios em parceria com o Governo do Estado e com o Governo Federal. Já estamos vendo o resultado disso. E essa secretaria foi a que eu mais contratei técnicos, porque é uma secretaria muito técnica. Ela está gerenciando 185 convênios, Os valores desses 185 convênios é algo em torno de 200 milhões de reais, que nós já conseguimos acelerar a assinatura de alguns convênios, a semana passada eu já assinei a abertura de licitações pra 20 milhões de reais. E é essa Secretaria que está organizando toda a papelada, discutindo com a secretaria responsável o projeto, elaborando o projeto e fazendo o relacionamento com o Governo Federal, quando é o caso do Governo Federal, ou com o Governo do Estado. Ela traz a papelada, eu assino, e dispara o processo de licitação. Bom, peguei esses dois exemplos pra dizer pra vocês que nesses 100 dias, nós pegamos a organização administrativa pra dar conta do que nós colocamos como prioridade no nosso programa de governo. Então, esse é o principal balanço, mas já fizemos algumas ações mais pontuais, que não são tão pontuais assim, têm algumas que são até estruturantes, por exemplo, na área da saúde, que vocês sabem que é uma área crítica, que não é só no Embu, eu fiz uma reunião com o Hospital Geral do Pirajussara pra discutir esse relacionamento, o atendimento a demanda reprimida. Pra vocês terem idéia, nós temos 6.600 exames como demanda reprimida no Hospital Geral do Pirajussara. Só pra concluir logo, fiz uma reunião com o Nacime e o Jorge Salomão pra discutir como a gente vai resolver isso, então a Prefeitura irá fazer uma contratação de uma empresa, pra zerar essa demanda reprimida de 6.600 exames e o Hospital Geral do Pirajussara se comprometeu a ampliar as vagas de exames de especialidades pra nossa cidade, mas como isso não é só um problema de Embu e Taboão, nós estamos pautando esse mesmo assunto na reunião do Consórcio da nossa região, no CONISUD, tanto é que no dia 29 lá em Itapecerica da Serra, teremos uma reunião dos seis prefeitos e todos os vereadores das seis cidades pra discutirmos ações conjuntas pra nossa região. Um dos pontos de pauta pra essa reunião do dia 29 do consórcio é a saúde da região, a relação dos dois hospitais – o HGIS e o HGP. Aqui no Embu o que nós fizemos? Eu mandei um projeto de lei pra Câmara aumentando o valor do plantão para os dois pronto-socorros, o nosso valor plantão estava defasado em relação às outras cidades aqui da nossa região, então eu mandei um projeto de lei pra câmara aumentando o valor do plantão e com essa medida, pra vocês terem uma idéia, pra 69 médicos, pra aumentar o valor do plantão e atender a nossa necessidade para os dois pronto-socorros, são 69 médicos, com todos os plantões preenchidos, só esse aumento de gratificação pra que a gente possa disputar médicos com outras cidades, nós teremos um custo a mais, ou investimento a mais de dois milhões de reais só nos dois pronto-socorros, dois milhões ano, só nos dois pronto-socorros. O resultado tem sido interessante: nesses três meses, nós contratamos muitos profissionais na área da saúde, sendo doze médicos para o socorro, clínicos e pediatras, três médicos generalistas pra saúde da família, doze enfermeiras, cinco auxiliares de enfermagem, um assistente social, um auxiliar de consultório dentário, um terapeuta ocupacional e dois farmacêuticos, tanto pra melhorar o atendimento nas unidades de saúde mas, principalmente, foi uma medida emergencial de melhorar o atendimento dos dois pronto-socorro. Se a oposição serve pra alguma coisa, nós já estamos ouvindo alguns elogios aí da oposição da nossa cidade, falando que já tem melhorado o atendimento, do plantão. Por exemplo, do pronto-socorro central, de todos os médicos que eu tenho que ter lá, está faltando apenas um pediatra pra completar o nosso q.

Repórter: Mas vocês ainda estavam com dificuldades pra contratação desses profissionais, mesmo com o concurso está havendo dificuldade. E outra situação que perturba, acho que se não fosse essa dificuldade grande de não ter médico na cidade, muita coisa completaria, contaminação, estrutura urbana, inclusive Rodoanel, proximidade com a BR, tudo um absurdo, isso tudo está previsto pra ter uma normalização?

Prefeito: Antes de responder a sua pergunta eu só queria completar aqui o lance da saúde. Nós abrimos um concurso no início do ano e fizemos uma prova objetiva dia 5 de abril pra área da saúde. Nós tivemos 1.355 inscritos, veja como continua uma certa dificuldade, então, por exemplo, mas para médico endocrinologista ninguém se inscreveu, médico neurologista ninguém se inscreveu no concurso e médico ortopedista dois se escreveram e ninguém apareceu no concurso. Então, mesmo abrindo concurso e mesmo aumentando o salário, pronto-socorro, por exemplo, o médico que vai ganhar menos nos nossos 2 pronto-socorros vai ganhar 9 mil reais por mês no plantão. Então, veja só, continuam as dificuldades, mas eu digo pra vocês que melhorou e nós mesmo com essa dificuldade do cara prestar concurso aqui, nós estamos conseguindo contratar em regime de emergência. Aí eu quero dizer uma coisa pra vocês: nós tomamos algumas medidas e estamos acertando no gerenciamento em todas as áreas a questão do gerenciamento é fundamental, na saúde mais ainda certo, porque os médicos fazem plantão em vários locais. Sabemos que há excelentes profissionais, mas há também profissionais difíceis, que não são tão éticos assim, em qualquer profissão, já pedi pra instalar um processo administrativo contra dois profissionais na área de saúde, que um tinha batido o ponto pro outro e a nossa secretária de saúde foi pro ponto socorro e pegou isso daí.

Repórter: No sábado passado?

Prefeito: Isso. Hoje eu assinei portaria de quatro que pediram demissão e não farão falta. Por quê? Porque nós montamos uma estratégia, como já sabíamos que com essa postura alguns iriam pedir as contas, nós fizemos a contratação antecipada de outros. Nos dois pronto-socorros só no sábado falta um pediatra pela manhã.

Repórter: Antes de vir pra cá, eu conversei com alguns moradores da região central e eles se queixam da dificuldade de atendimento, filas pra ser atendido no PS Central, falta de médicos, eu sei que as dificuldades talvez, estão indo assim, pra outras cidades, mas o que é que senhor pode fazer pra resolver com mais serenidade essas questões? Parece que os propósitos são positivos, mas as pessoas não estão vendo na prática uma melhoria.

Prefeito: Seria muita pretensão da minha parte resolver qualquer problema da cidade em 100 dias, na saúde, então, não seria pretensão seria prepotência, então eu não quero ter essa pretensão. Agora, o que eu compartilho com vocês é a mesma coisa que compartilho com a população nas reuniões do Orçamento Participativo. As perguntas que vocês estão me fazendo eu respondo e já respondi em nove plenárias do Orçamento Participativo e, assim como eu respondo pro povo, eu respondo pra vocês também, nós estamos tomando as medidas para que os efeitos positivos aconteçam. Se hoje vocês ouviram reclamação da saúde, sem a contratação desses 27 profissionais vocês iriam ouvir muito mais. Os 6.600 exames que estão com demanda reprimida nós vamos até o final de maio contratar uma empresa pra zerar esses 6.600 exames. Nós vamos contratar mais profissionais para as unidades básicas de saúde, o CASF Dom José, assim como os outros CASFs, nós vamos fazer uma modificação na concepção, vamos transformá-los em Unidade Básica de Saúde, com o Programa de Saúde da Família, porque se é só programa de saúde da família, você não tem todos os médicos que um posto de saúde tem. Então, uma das medidas que vou tomar ainda nesse primeiro semestre é a transformação dos CASFs em unidade, e contratando mais profissionais. Nós estamos fazendo com muita cautela: é contratar aonde tem defasagem, mas investir principalmente no gerenciamento. Hoje eu troquei a gerencia de uma unidade de saúde, porque não estava funcionando como eu gostaria que funcionasse. A secretária de saúde e a secretária adjunta estão passando nas unidades de saúde, estão passando nos pronto-socorros. Pra que? Pra não deixar a gerencia afrouxar em nenhum momento. Então, nós vamos passar os quatro anos e não vamos conseguir resolver todos os problemas da cidade, mas nós estamos tomando medidas e ai, não é, não sei quem foi que falou… a idéia é boa, a proposta é bonita, mas na pratica não estão vendo nenhuma mudança, a população ainda não sentiu a mudança, mas não é que isso aqui, isso não é idéia, 186 profissionais não é uma idéia, 27 profissionais só pra área da saúde não é discurso de campanha eleitoral, é ação efetiva do governo pra procurar cumprir o seu papel que é melhorar o quadro na nossa cidade. Alguém falou dessa questão da infra-estrutura na cidade, ai tem uma questão interessante. A cidade tem muitas obras acontecendo, obras da prefeitura e obras em parceria com o Governo Federal e em parceria com o Governo do Estado. Se a gente pega o Rodoanel, por exemplo, é uma obra do Governo do Estado junto com recursos do Governo Federal, que causa grande impacto na cidade, impacto ambiental, impacto viário. Você pega as ruas no entorno do Rodoanel o viário está totalmente destruído. Então, primeiro nós vamos exigir a recuperação desse viário destruído pelas obras do Rodoanel. Isso é uma coisa. Outra coisa são as medidas compensatórias, tanto as medidas com aspecto ambiental como de infra-estrutura. Tem a pavimentação da rua Esaltino, a praça da Belas Artes pra tirar um pouco do tráfego da Elias Yasbek, o recapeamento da estrada do Alvorato, ali no Santa Barbara, a construção de um viário alternativo pra região do São Marcos. Chegar até a avenida Rotary, porque com obra do Rodoanel a estrada dos Moraes ela será fechada, até porque ali vai ser parte do Parque da Várzea do Embu Mirim, vai perder a ligação atual, mas já esta no convênio a construção de um outro viário paralelo pra garantir a continuidade do acesso daquela região do São Marcos e Moraes com a avenida Rotary e tem  o viaduto ligando a avenida Rotary com a avenida Yasbek, são outra medida e a medida compensatória mais no aspecto ambiental que é a construção do Parque da Várzea do Embu Mirim, e porque eu estou pressionando o Dersa e o Governo do Estado em relação a essas obras? Porque o Rodoanel esta em um ritmo alucinante, tem uma agenda pra entrega do Rodoanel, falta um ano pra entregar pela plaquinha deles aí na estrada, e eu não quero que aconteça o que aconteceu com outro trecho oeste, que foi lá antes de 2001, que até hoje tem medida compensatória que não foi realizada. Então, quero pressionar a Dersa pra que comece imediatamente algumas medidas mitigadoras. Em relação as outras obras realizadas pela prefeitura na cidade, você pega, por exemplo, a obra da Tomas Antônio Gonzaga, no Jardim Independência, no mandato anterior, nós conseguimos recurso pra fazer a canalização do córrego e, no final do ano passado, um recurso do Governo Federal pra fazer a microdrenagem do bairro, então, a empresa contratada vai rasgando o asfalto, fazendo a captação de água de chuva, rede de drenagem pra captação de água de chuva, botando a tubulação e, depois, nós vamos finalizando a obra, recuperando toda a pavimentação da região. A avenida Rotary, por exemplo, nós estamos com a obra bastante avançada, vai parar ali perto do cemitério a obra da avenida Rotary, causa um transtorno, toda obra causa um transtorno, mas o importante é o beneficio que essas obras trarão para a nossa cidade. E estamos cuidando pra que o incomodo seja o menor possível. Então, você andou na cidade, você vê obra na cidade inteira. No Casa Branca, já começou a construção do terminal do Casa Branca, e a praça do Casa Branca também. Canalização de córregos, nós vamos retomar a canalização de vários córregos e abrir licitação agora pra construção de 180 habitações na estrada da Baviera, 150 na estrada do São Marcos, pra começar a retirar as famílias lá da área de manancial do Jardim São Francisco. Então, vamos primeiro construir no Jardim dos Moraes em frente a Igreja da Congregação Cristã. Construir primeiro, depois retirar as famílias do prédio do Jardim São Francisco, pra recuperar aquela área de manancial do Jardim São Francisco.

Repórter: Que obras estão em andamento e recapeamento?

Prefeito: Não, recapeamento você tem da Avenida Rotary, que são 3 km. Mas nós já temos vários projetos engatilhados: a complementação da Avenida Elias Yasbek, isso o projeto aprovado, vamos começar a fazer a licitação. Porque um dos grandes desafios desse mandato é buscar recurso pra fazer recapeamento na cidade. Contratamos uma empresa agora pra fazer, emergencialmente, uma operação tapa buraco. E por que emergencialmente e pegando as principais avenidas? Porque não queremos fazer de qualquer jeito, porque nós queremos buscar recurso pra fazer um recape definitivo nessas avenidas. Se pega a estrada de Itapecerica à Campo Limpo que está muito ruim, nós contratamos uma empresa pra fazer uma operação tapa buraco, uma ação emergencial, pra aguentar o projeto ser aprovado e buscar mais recurso pra isso. Então, é assim, há várias obras sendo tocadas, mas nós estamos elaborando vários projetos pra mandar pro Governo do Estado, Governo Federal pra conseguirmos recursos pra fazer esses recapeamentos.

Repórter: Quando o senhor fala de canalização de esgoto, não é uma demanda que exige muito mais do que a prefeitura pode fazer, ou seja, acordo com a Sabesp com o Governo, o que a prefeitura pode fazer e o que depende de parcerias com o Governo e com a Sabesp?

Prefeito: Nós estamos conseguindo fazer obra de saneamento na cidade com o Governo Federal, através do PAC. Pra você ter uma idéia nos oito anos anteriores nós canalizamos 18 córregos na nossa cidade.

Repórter: PAC é recente?

Prefeito: Isso, o PAC é recente. Só através do PAC nós conseguimos fazer obra de saneamento na nossa cidade, ta certo? A Sabesp o que ela tem feito é garantir que água canalizada chegue na casa das pessoas, mas a Sabesp investe muito pouco em saneamento básico, captação de esgoto e tratamento de esgoto, tratamento de esgoto é quase nada. E o que nós fazemos? Nós estamos canalizando o córrego, fazendo uma rede paralela de esgotamento sanitário e entregando pra Sabesp essa rede de esgoto. Então, hoje, a grande obra de saneamento na cidade está sendo feita pela prefeitura em parceria com o Governo Federal, essa é que é a grande verdade.

Repórter: Como nós estamos em relação à crise? O presidente Lula falou recentemente que os prefeitos vão ter de apertar o cinto…

Prefeito: Quando o Lula fala que os prefeitos têm de apertar o cinto, têm de ter cautela, prudência, não é pra puxar o freio de mão e não cumprir o papel que é fundamental para o poder público de incentivar ser empreendedor. Toda obra que a gente traz para a cidade significa a movimentação na economia, é cimento, é pedra é bloco, tem os insumos da construção civil, numa área que gera muito emprego, a construção civil. Então nós vamos continuar pedindo recurso pro Governo Federal e para o Governo do Estado. Até porque, melhorando a infra-estrutura da cidade, você atrai novos empreendimentos pra cidade. Então, acho isso fundamental. Quanto ao orçamento, nos três primeiros meses tivemos uma queda da previsão de 10%  da arrecadação. Em relação ao ano passado, a arrecadação está maior, mas menor 10% do que nós previmos. São 236 milhões divididos por 12, 10% abaixo disso é o nosso dado real. Mas o Brasil está sentindo isso, o mundo está sentindo isso. A diferença é que o Governo Federal tomou várias medidas pra que o país tivesse mais bem preparado pra enfrentar a crise. Em outros tempos, com uma crise bem menor do que essa, nós andávamos de pires na mão pra pedir dinheiro pro FMI. Era cortar gastos na área social, não investir nenhum centavo na área de infra-estrutura. O que nós estamos vendo por parte do Governo Federal, do Governo Lula, é justamente ao contrário. Ele continua investindo na área social, investindo na infra-estrutura que garante o desenvolvimento da economia e garante também a geração de emprego. Então, afeta? É lógico que vai afetar, está afetando o Brasil, a crise afeta os Estados e os Municípios, mas numa situação muito diferente que tivemos com políticas anteriores, particularmente dos governos do PSDB, na época do Fernando Henrique Cardoso. Então a crise está nos afetando, mas nós estamos mais bem preparados pra isso. E a prefeitura de Embu está mais preparada? Porque nos oito anos anteriores nós preparamos a cidade pra isso. Há cidades que estão penando, tão também, algumas cidades estão com o pires na mão pedindo recurso do Governo do Estado, Governo Federal. Nós estamos pedindo, mas não porque estamos em situação muito ruim, pedimos porque queremos investir mais do que nós estamos investindo.

Repórter: Como você avalia a crise econômica mundial?

Prefeito: Estamos mais bem preparados, como eu já falei pra vocês. Temos reserva cambial, temos programas estruturados, o PAC, a oposição pode falar o que quiser, mas o PAC foi uma estratégia de desenvolvimento fantástica para o país. Você pega o Obama, mesmo com o Senado aprovando lá trilhões, o Obama vai ter que pensar em uma medida estrutural no olho do furacão da crise. O PAC já tem 2 anos e em 2 anos mesmo com algumas dificuldades o PAC está na rua, nós já temos investimentos em todas as cidades de nosso país, temos geração de emprego em todas as cidades. Então, a crise está afetando, não tem como negar, mas estamos preparados pra enfrentá-la.

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