CRJ debate Juventude e Violência

19/11/2013 - 0:00
CRJ debate Juventude e Violência
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Aconteceu na quinta – feira, 14/11, uma roda
de conversa sobre Juventude e Violência no Centro de Referência da Juventude
(CRJ). O evento faz parte da programação do
Mês da
Consciência Negra 2013
e reuniu mais de 30 jovens que
discutiram, principalmente, a violência
contra o negro.

Rose Gattinger, psicóloga do CRJ, afirma que
a maioria dos casos de violência registrados tem como personagem o jovem, negro
e morador de áreas pobres. “A juventude negra é a principal vítima. Queremos
reverter esse aspecto pensando políticas públicas para a prevenção da violência
e a promoção da paz.”

A roda de conversa também contou com a
participação de Juliana Kitanji, 23, articuladora regional do programa
Juventude Viva e
coordenadora nacional de Juventude do Fórum de Segurança Alimentar dos Povos
Tradicionais de Matriz Africana. Sob a coordenação da
Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional
de Juventude, e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o
Plano Juventude Viva é fruto de uma intensa articulação interministerial para
enfrentar as mortes por homicídios de jovens no Brasil, sobretudo, dentre os
jovens negros de 15 a 29, faixa etária onde ocorre o maior número de homicídios

Carol Carvalho, 16, é mãe da pequena Clara, 1
ano e 3 meses, mora no Jd. Stela e
sempre que pode está no CRJ. “Para quem está interessado, o CRJ ajuda muito. O
pai da minha filha tem diversos problemas e o apoio deles foi muito importante
para mim quando fiquei grávida. Essa discussão sobre violência me faz pensar no
futuro da minha filha”, falou.

A maioria dos jovens, acredita que existe a
exclusão por conta da cor da pele. “Tem casos em que se a pessoa é branca, nada
acontece”, disse Luciana França, 16.

Segundo dados do Programa Juventude Viva, homicídios
de jovens negros seguem crescendo no País. O
Mapa da Violência 2013 confirma tendência
observada em anos anteriores: o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking mundial de
assassinatos, atrás apenas de países da região.

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