Muitas
vezes uma simples conversa pode evitar uma briga na justiça, que pode levar
anos em virtude da grande quantidade de processos que há no judiciário e, até
mesmo, um ato de violência. Pensando nisso, o Governo da Cidade de Embu das
Artes sai novamente na frente e implanta, em parceria com o Centro de Direitos
Humanos e Educação de Campo Limpo (CDHEP), o Curso de Formação e Prática de
Justiça Restaurativa.
A
primeira turma, composta por cerca de 30 pessoas, se formou na quinta-feira, 8/12
em uma cerimônia realizada no auditório do Centro Cultural Mestre Assis do
Embu. O objetivo é formar as pessoas para que possam evitar conflitos e atos de
violência em bairros ou regiões onde moram. Além de buscar uma reconciliação
entre as partes evitando restabelecer a paz no local. “O nosso maior legado tem
que ser, além da transformação na vida das pessoas, ter uma sociedade mais
tolerante”, destacou o prefeito Prefeito.
“Toda
exclusão traz sofrimento e provoca conflitos, por isso o Governo Municipal tem
construido políticas públicas visando a inclusão”, explicou o prefeito. Ele
lembrou que há dez anos havia apenas três assistentes sociais no município e
que hoje são mais de 60.
No
total, o curso teve duração de 112 horas, que foram divididas em dois módulos,
sendo o primeiro com o tema “Escola de Perdão e reconciliação” e o segundo, com
o tema: “Práticas de Justiça Restaurativa”.
Segundo
Mariana Paqual, facilitadora e representante do CDHEP, Embu das Artes será uma
das primeiras cidades do país a oferecer o curso e ressaltou que o objetivo é
implantar um núcleo de Justiça Restaurativa na cidade. “Nosso sonho é que tenha
um núcleo em cada região”, disse Pasqual. Diante da proposta feita pelo CDHEP,
Prefeito respondeu: “Nós vamos e precisamos montar esses núcleos em Embu das
Artes”.
A
expectativa do prefeito é que esse projeto crie raízes na cidade. “Queremos que
essas sementes cresçam, deem frutos e se transformem em políticas públicas e
também que as pessoas se apropriem do projeto para que ele permaneça na cidade
independente do prefeito”.
“O curso para mim foi muito bom, mexe com o interior,
com o ser das pessoas. Não tenho palavras para agradecer e o próximo que tiver
eu farei. As pessoas estão de parabéns”. Disse a formanda Cremilda Maria da
Conceição. Para João Batista Santana, “o curso foi bom por ter dado
continuidade ao de Promotores Populares”. Ele destacou ainda que esta “é uma
alternativa muito boa e já estou aplicando com sucesso o que aprendi”.