“Não basta canalizar o córrego, tem de fazer o paisagismo”, revela o prefeito de Embu
Sociólogo formado pela USP, nos anos 80, o prefeito de Embu, Prefeito, foi professor da rede pública estadual e passou por organizações não-governamentais antes de ser secretário de Cidadania e Assistência Social e chefe de Gabinete do ex-prefeito, Prefeito. À frente do governo da cidade de Embu há cinco meses, Brito foi convidado pelo Instituto Jorge Baptista de Formação, Pesquisa e Assessoria Política, em Osasco, na Grande São Paulo, para falar sobre limites e possibilidades do executivo. A palestra foi realizada no sábado, 23 de maio.
Segundo Prefeito, a governabilidade só está garantida quando você compartilha o seu programa de governo com a sociedade civil. E esse caminho que ele pretende trilhar nos próximos quatro anos para continuar fazendo mais e melhor para o povo de Embu. Nesse sentido, seu governo está pautado em cinco diretrizes: Modernização Administrativa, Inclusão Social, Cidade Bonita, Organizada e Segura, Desenvolvimento Econômico e Gestão Participativa. “O secretariado, os funcionários e a população têm de ter o plano de governo na cabeça, senão a coisa não funciona”, declarou o prefeito que, mesmo tendo feito alianças partidárias, nunca abriu mão de nenhum princípio.
Por meio do Orçamento Participativo, a comunidade conhece o orçamento da cidade e aponta melhorias para a sua região. Dessa forma, ele funciona como um instrumento de democracia, prestando conta e ouvindo os anseios da população. “Achar que nós, técnicos, somos os detentores da verdade é a maior burrice”, disse o prefeito. Trabalhando para a implantação de uma efetiva democracia participativa, o prefeito ressaltou a criação do Conselho Municipal de Planejamento e Gestão, garantindo representatividade popular nas decisões do governo.
Antes mesmo de assumir a Prefeitura de Embu, dia 1º de janeiro de 2009, Prefeito reuniu-se com sua equipe de trabalho durante 10 dias, período em que traçou diretrizes gerais para os quatro anos de governo, ações prioritárias que devem ser tomadas em dois anos e detalhou o plano de ação para 2009. “Vivemos numa cultura de fragmentação, onde as secretarias não se falam. As prioridades do governo nem sempre são as mesmas das secretarias”, destacou. Ele classificou algumas medidas como prioridade zero e citou o monitoramento do plano de governo como um dos principais desafios.
Sobre os limites do executivo, o prefeito revelou ser favorável à reforma tributária para que aumente o repasse para os municípios. Enquanto isso não acontece, “temos que transformar limites em possibilidades”. Ele enfatizou, ainda, que “em governo, a dimensão técnica e política têm o mesmo peso, mas não basta pertencer a um partido, tem de ter competência”.
Outro assunto abordado pelo prefeito foi o nome da cidade. Muitas pessoas confundem Embu com Embu-Guaçu. “Já enviamos um projeto para a Assembléia Legislativa de São Paulo solicitando a mudança do nome para Embu das Artes”, completou.