Prefeitura investe em crianças e adolescentes

03/07/2013 - 0:00
Prefeitura investe em crianças e adolescentes
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“Temos
23 anos de ECA e a criança, como sujeito de direito, continua sendo mandada de
um abrigo para outro.” Foi assim que Ana Cristina Silva, da Organização não
Governamental (OnG) Rede Criança de Combate à Violência Doméstica, iniciou, em
28/6, a
IV Roda de Conversa, com o tema Todos Contra
o Trabalho Infantil, o Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O
encontro contou com a participação de cerca de 100 profissionais das
secretarias de Assistência Social, Trabalho e Qualificação Profissional,
Educação e Saúde.

A Roda de Conversa é um projeto de treinamento e conscientização
de profissionais, das famílias e do público em geral na defesa dos direitos dos
menores. Essa violência está concentrada especialmente no abuso sexual, visto
que a cada 8 minutos uma criança é violada no País, de acordo com pesquisa
Unicef. A maioria ocorre dentro de casa. O trabalho infantil é outro erro
cometidos por adultos que ignoram que criança tem de brincar para se desenvolver.

A conferencista fez ampla abordagem do assunto e emitiu conceitos,
como: “A gente fala que criança é futuro, mas a criança é hoje; a ECA fala de
alguns direitos que muitas vezes a gente não garante”. Segundo Ana Cristina,
pesquisa feita recentemente indicou que a criança, vítima de violência, fica
muito estressada ao passar pelos setores de atendimento, tendo de contar
diversas vezes a sua história de abuso.

Por
adultos mais seguros

“Ela chega pelo abuso, por tudo o que passou a cada lugar, tendo
de repetir a história, sendo que o trauma é tão grande que faz de conta que
nada aconteceu, não confia em
ninguém.” Tudo
isso leva a uma grande dor, segundo a
especialista. “Por isso há tantos adultos sem confiança um no outro, sem
relacionamento, pelo que viveram lá atrás”.

Crianças mais felizes
e adultos saudáveis dependem assim do trabalho de todos, principalmente dos
profissionais envolvidos.
“Devemos tratar o ser humano como
sujeito, não uma coisa. Só respeito a criança e o adolescente se respeito e
trato bem meu colega, todas as pessoas”.

A especialista chama atenção para expressões que reforçam maus
tratos, como acreditar que “roupa suja se lava em casa”, “não se meta, o filho
é meu e faço com ele o que eu quero”. Na verdade, se ocorre de um adulto na
família abusar de uma criança é preciso denunciá-lo e ninguém é “dono” do (a)
filho (a). Desde 1985 trabalhando com crianças e adolescentes, Ana Cristina respondeu a várias perguntas dos participantes sobre relações com a
criança, as famílias, melhor aproveitamento de serviços e atitudes corretas.
Para ela, a recuperação de crianças e adolescentes é possível: “As pessoas
mudam, sim”.

Além da Roda, promovida pelo Governo de Embu das Artes, por meio
da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Qualificação Profissional, há
outras ações de conscientização, por meio de comunicado às famílias e
folheteria, faixas e cartazes distribuídos nas instituições assistenciais da
cidade.
A
proposta é que todos aprendam a lidar com os menores, com base no Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), que regulamenta direitos com base na Constituição de 1988,
pela Lei nº 8.069/1990. A IV Roda de Conversa, foi finalizada com Sarau do Centro de Referência
da  Juventude (CRJ).

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