Banco Municipal de Alimentos de Embu desperta atenção de jornalistas estrangeiros

13/05/2005 - 0:00
Banco Municipal de Alimentos de Embu desperta atenção de jornalistas estrangeiros
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No último dia 7 de maio, uma delegação de jornalistas estrangeiros esteve na cidade, encaminhada pelo Ministério do Desenvolvimento Social,  para conhecer um dos projetos sociais implantados pela Prefeitura da Estância Turística de Embu, o Banco Municipal de Alimentos, iniciativa que integra o Programa Fome Zero do Governo Federal e atende semanalmente mais de 1700 famílias carentes do município.

Dos 13 jornalistas recebidos pelo prefeito Prefeito na sede do Banco de Alimentos, Laurence Caramel, repórter do jornal francês Le Monde; Dan Chapman, redator do informativo americano Atlanta JC; e Alan Beattie, editor internacional do periódico britânico Financial Times, manifestaram grande interesse pelo projeto e propuseram-se a conhecer alguma das famílias beneficiadas.

Acompanhados pelo secretário municipal de Cidadania e Assistência Social, Francisco Brito, os três jornalistas e uma intérprete foram até o Jardim Júlia, onde visitaram uma das 30 famílias do bairro que são atendidas pelo projeto e também tiveram a oportunidade de conhecer outras duas importantes ações da administração municipal, a Incubadora de Cooperativas, através da Cooperativa de Costura, e a canalização do córrego na Avenida das Pombas.
 
Processo extinto
A visita da comitiva de jornalistas estrangeiros aconteceu em um momento muito importante para o Banco Municipal de Alimentos. No último dia 5 de maio, a juíza eleitoral de Embu, Dra. Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, julgou improcedente e extinguiu o processo onde o prefeito Prefeito e o vereador Natinha eram acusados de utilizar o projeto social com fins eleitorais.

Na sentença, a juíza também determinou a instauração de inquérito policial contra José Augusto Trevissam e Antônio Francisco Oliveira, testemunhas de acusação, para a apuração de crime de falso testemunho, uma vez que fizeram depoimentos díspares e sem o amparo de documentação que provasse qualquer irregularidade na atuação do Banco Municipal de Alimentos.

A decisão da juíza da 341ª Zona Eleitoral de Embu devolve a tranqüilidade aos funcionários e, principalmente, às entidades parceiras do Banco Municipal de Alimentos de Embu, que temiam pela não continuidade do projeto, o que teria impacto imediato na vida das cerca de 9000 pessoas beneficiadas pela iniciativa semanalmente.

Aumento do atendimento
Diante da importância e da credibilidade adquirida pelo trabalho do Banco Municipal de Alimentos de Embu nesses quase dois anos e meio de atuação, o número de parceiros do projeto tem crescido consideravelmente, envolvendo produtores, distribuidores e comerciantes, o que permitiu saltar de 500 para 1700 famílias atendidas semanalmente, distribuindo cerca de 45 toneladas de mantimentos por mês.

Esse volume só é possível graças a parceiros como a Ceagesp, que desenvolveu um grande projeto, que incluiu a formação de um Banco de Alimentos interno, para acabar com o enorme desperdício verificado em suas instalações, tornando um dos maiores entrepostos de hortifrutigranjeiros da América Latina em uma peça fundamental para o sucesso do Programa Fome Zero no Estado de São Paulo.

Todos os produtos doados pela Ceagesp para o Banco Municipal de Alimentos de Embu passam por uma criteriosa seleção feita por nutricionistas das duas entidades, o que garante a boa qualidade dos mantimentos doados à população carente do município atendida pelo projeto social.

Outra importante parceria que possibilitou o aumento do número de pessoas atendidas foi estabelecida com os produtores de Itatuba, em Embu, e de Biritiba-Mirim, no interior de São Paulo, através da Associação dos Produtores Rurais do Irohy e Região (Aprir), que reúne 38 associados, e do Sindicato dos Agricultores do município, entidade que agrega 40 hortifrutigranjeiros.

Os produtores de Itatuba e Biritiba-Mirim fazem a doação de legumes e, principalmente, de hortaliças que não seriam colhidas diante de seu baixo valor de comercialização. Esses excedentes de safra seriam destruídos por tratores se não fosse a atuação do Banco Municipal de Alimentos de Embu, que realiza a seleção e colheita desses produtos.

"Tenho a clara consciência de que existem muitas pessoas na cidade que irão poder comer graças a essa ação. Quando temos super produção é preferível não colocá-la toda no mercado porque o preço cai, mas é melhor fazer a doação do que passar um trator por cima do canteiro como fazíamos antes", afirma Roseli de Souza, presidente da Aprir.

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